domingo, 1 de abril de 2012

Profissão que diminui o estresse


Se a música beneficia os seus ouvintes, os músicos não deixam de ser beneficiados. A melodia também tem poder relaxante na vida daqueles que a fazem, como afirma a musicista Vanessa Perezin: “Na música você consegue expressar sentimentos e emoções. Ela tem um poder incrível na vida das pessoas: inspira, relaxa, anima, faz pensar, faz viajar, sonhar”. A moça conta ainda que divide sua rotina de trabalho entre violão, piano, guitarra e a tarefa de auxiliar administrativa: “Se passo o dia inteiro, ou a tarde inteira trabalhando, a primeira coisa que gosto de fazer pra relaxar é pegar o violão e tocar, ou ainda compor. Faz parte de mim e isso me faz super bem”. A vida musical de Vanessa teve início quando ela tinha sete anos. Na época, começou a fazer aulas de piano, e em paralelo, aulas de natação. “Depois de um mês, eu só queria ir pra aula de piano e largar a natação”, confessa ela. Tatiane Suemy, de 24 anos, tem uma história parecida. A música não é a sua única atividade, mas se caracteriza como um hobby que é levado a sério: “É absolutamente gratificante poder exercer essa função com desenvoltura”. A jovem diz que envolvimento com a música é garantia de bem-estar: “O lance mais legal na música é que não precisa ser explicada para ser compreendida. Eu a considero como uma terapia, porque o poder que ela tem sobre o meu psicológico é maior que qualquer outra coisa”.

                Um dos nomes de destaque da nova geração da música popular brasileira, a cantora Luiza Possi também contou ao Blog Aquece Mente sobre a intimidade que tem com seu ofício: “Música é minha vida. É uma relação íntima, pessoal e intransferível. Cada etapa tem sua particularidade e funciona de uma maneira sublime para mim, porque a música não é só cantar: tem a parte de compor, gravar, arranjar, ensaiar, tocar. Cada uma funciona de uma maneira dentro de mim”. Luiza parece ter musicalidade correndo nas veias. Prova disso é o seu trabalho mais recente, que abre nova fase em sua carreira e é intitulado Seguir Cantando. “A frase é de uma música chamada La Cigarra, de Mercedes Sosa, uma das mulheres mais incríveis que já viveu. Para mim significa algo como ressurgir, aguentar a barra, se reinventar. É um lema de vida para mim, até tenho tatuado”, explica. Diante de toda esta simbologia, a loira não nega que além de profissão, a música funciona como terapia em sua vida: “Até costumo dizer que o show, por exemplo, é um contato meu com Deus”.

                Para o músico Percy Marques, “A música é uma excelente forma de tratar a vida da gente. Ela nos ajuda a viver, diminui os nossos estresses, nossas tensões diárias, e nos ajuda a ter uma melhor qualidade de vida”. Como professor de música, Percy conta de que maneira as suas aulas assumem a função de terapia musical: “Eu utilizo um repertório que seja do universo do aluno e que faça parte da história dele. Eu tenho dois alunos que trato através da música, portanto faço musicoterapia”. Ele conta que a musicoterapia é reconhecida há anos como ciência. Ela está ligada à medicina e à terapia ocupacional, utilizando o som para relaxar pacientes, ou até mesmo estimulá-los em casos de autismo, por exemplo. Isto serve para comprovar, cientificamente, a forte influência da música no psicológico das pessoas. Ela não atinge só o ouvinte, e termina derrubando barreiras, desconstruindo o peso que uma profissão possa ter a algum indivíduo. A palavra de ordem é leveza, não importando se você faz música ou simplesmente cultua o hábito de ouvi-la.   

Ouça na íntegra a explicação de Percy Marques sobre a musicoterapia e sua aplicabilidade: Percy Marques fala sobre Musicoterapia

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