Se a música beneficia os seus ouvintes, os músicos não deixam de ser
beneficiados. A melodia também tem poder relaxante na vida daqueles que a fazem,
como afirma a musicista Vanessa Perezin: “Na música você consegue expressar sentimentos
e emoções. Ela tem um poder incrível na vida das pessoas: inspira, relaxa,
anima, faz pensar, faz viajar, sonhar”. A moça conta ainda que divide sua
rotina de trabalho entre violão, piano, guitarra e a tarefa de auxiliar
administrativa: “Se passo o dia inteiro, ou a tarde inteira trabalhando, a primeira
coisa que gosto de fazer pra relaxar é pegar o violão e tocar, ou ainda compor.
Faz parte de mim e isso me faz super bem”. A vida musical de Vanessa teve início
quando ela tinha sete anos. Na época, começou a fazer aulas de piano, e em
paralelo, aulas de natação. “Depois de um mês, eu só queria ir pra aula
de piano e largar a natação”, confessa ela. Tatiane Suemy, de 24 anos, tem uma
história parecida. A música não é a sua única atividade, mas se caracteriza
como um hobby que é levado a sério: “É absolutamente gratificante poder exercer
essa função com desenvoltura”. A jovem diz que envolvimento com a música é
garantia de bem-estar: “O lance mais legal na música é que não precisa ser
explicada para ser compreendida. Eu a considero como uma terapia, porque o poder que ela tem sobre o meu psicológico é maior que qualquer outra
coisa”.
Um dos nomes de
destaque da nova geração da música popular brasileira, a cantora Luiza Possi
também contou ao Blog Aquece Mente sobre a intimidade que tem com seu ofício: “Música
é minha vida. É uma relação íntima, pessoal e intransferível. Cada etapa tem
sua particularidade e funciona de uma maneira sublime para mim, porque a música
não é só cantar: tem a parte de compor, gravar, arranjar, ensaiar, tocar. Cada
uma funciona de uma maneira dentro de mim”. Luiza parece ter musicalidade
correndo nas veias. Prova disso é o seu trabalho mais recente, que abre nova
fase em sua carreira e é intitulado Seguir Cantando. “A frase é de uma música chamada La Cigarra, de
Mercedes Sosa, uma das mulheres mais incríveis que já viveu. Para mim significa
algo como ressurgir, aguentar a barra, se reinventar. É um lema de vida para
mim, até tenho tatuado”, explica. Diante
de toda esta simbologia, a loira não nega que além de profissão, a
música funciona como terapia em sua vida: “Até costumo dizer que o show, por
exemplo, é um contato meu com Deus”.
Para o músico Percy Marques, “A
música é uma excelente forma de tratar a vida da gente. Ela nos ajuda a viver,
diminui os nossos estresses, nossas tensões diárias, e nos ajuda a ter uma
melhor qualidade de vida”. Como professor de música, Percy conta de que maneira
as suas aulas assumem a função de terapia musical: “Eu utilizo um repertório
que seja do universo do aluno e que faça parte da história dele. Eu tenho dois
alunos que trato através da música, portanto faço musicoterapia”. Ele
conta que a musicoterapia é reconhecida há anos como ciência. Ela está ligada à
medicina e à terapia ocupacional, utilizando o som para relaxar pacientes, ou
até mesmo estimulá-los em casos de autismo, por exemplo. Isto serve para comprovar,
cientificamente, a forte influência da música no psicológico das pessoas. Ela
não atinge só o ouvinte, e termina derrubando barreiras, desconstruindo o
peso que uma profissão possa ter a algum indivíduo. A palavra de ordem é leveza,
não importando se você faz música ou simplesmente cultua o hábito de ouvi-la.
Ouça na íntegra a explicação de
Percy Marques sobre a musicoterapia e sua aplicabilidade: Percy Marques fala sobre Musicoterapia
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