“Nem só de pão vive o homem” –
é o preceito bíblico. Diversos fatores (fora o pão) podem ser listados como
necessidades biológicas da humanidade. Outros tantos fatores psicológicos podem
ser apontados como essenciais para a manutenção da vida humana. Neste segundo aspecto, pode-se dizer que a
música mereça destaque. Não importa o quão clichê soe falar que todo mundo
gosta de música e o quanto todo mundo sente necessidade dela. Trata-se de uma
verdade universal, mas ainda assim vale a pena se falar a respeito. Nada é tão
óbvio que não possa ser discutido. A obviedade em questão é o benefício que a
música é para todo e qualquer indivíduo. Mas de onde vem esse bem-estar?
Vem de muito, muito longe.
Acredita-se que a música tenha surgido há cerca de 50 mil anos, com povos
primitivos da África. Ela esteve presente em todas as civilizações, através de
cânticos e instrumentos, primeiro percussão, depois os instrumentos de sopro, e
mais tarde, de cordas. Desde a sua concepção, a música já se fazia essencial ao
ser humano. A construção artesanal de utensílios para serem usados no cotidiano
não bastava: era na arte que o homem, ainda na pré-história, encontrava refúgio
para externar seus anseios, medos, frustrações e outros sentimentos que
fugissem da razão. Não se sabe como os instrumentos musicais eram produzidos
naquela época, mas pinturas rupestres que retratam músicos denunciam que eles
realmente existiam.
A música já nasceu como
manifestação cultural e necessidade. Talvez não uma necessidade propriamente
dita, mas um instrumento capaz de suprir conjuntos de necessidades dos seres
humanos. Teoricamente, diz-se que ela é a arte de combinar sons. E toda forma
de arte é, de maneira genuína, uma forma de expressão. A expressão, por sua
vez, de acordo com a psicologia, evita o estresse. Deixar de expressar-se pode
custar caro, levando o indivíduo a omitir-se diante da vida. A música se caracteriza, desta forma, como um
veículo dinâmico de comunicação. Ela é considerada um fenômeno universal, uma
linguagem que todos entendem. É daí que deriva seu imenso poder comunicativo. Verdades
aparentemente embaraçosas para serem expostas por meios convencionais encontram
na música a dinamicidade perfeita. Isto faz com que grande número de pessoas se
identifique com o mundo musical, e assuma nele a tarefa de ouvinte, ou ainda de
produtor.
O termo “música” tem origem no
grego “musa”, que significa inspiração, poesia, harmonia e encanto. O conceito por si só já justifica a atração
que as pessoas sentem pela arte musical. Para Pitágoras, a música é uma das
maneiras mais completas de se limpar a alma, e manter a harmonia e a saúde em
todo o organismo. Ela é uma mobilização sentimental que influencia a vida e a
formação da personalidade de qualquer pessoa. Independente do gênero, a canção
tem o poder de mexer com os sentimentos e impressões afetivas do ser humano.
Estes fatores vêm sendo estudados há anos, e fazem da música um objeto
terapêutico. A musicoterapia é aplicada em hospitais e consultórios
psicológicos, sendo usada no tratamento de diferentes casos. Isto serve para
ilustrar a importância da música em nossas vidas.
Para mostrar tal importância e
evidenciar os efeitos terapêuticos musicais, o Blog Aquece Mente caiu em campo.
Foram entrevistadas diversas pessoas, entre ouvintes e profissionais da música,
e a canção foi descrita como meio terapêutico com unanimidade. Os entrevistados
declararam que não conseguem viver sem a música. Os ouvintes disseram que
sentem necessidade de musicar as atividades cotidianas, para que seu desempenho
seja otimizado. Já os músicos, assumiram que a música é, além de profissão, uma
forma, até mesmo divina, de se manter psicologicamente sadio.

