quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ela está em tudo, porque está em cada um




“Nem só de pão vive o homem” – é o preceito bíblico. Diversos fatores (fora o pão) podem ser listados como necessidades biológicas da humanidade. Outros tantos fatores psicológicos podem ser apontados como essenciais para a manutenção da vida humana.  Neste segundo aspecto, pode-se dizer que a música mereça destaque. Não importa o quão clichê soe falar que todo mundo gosta de música e o quanto todo mundo sente necessidade dela. Trata-se de uma verdade universal, mas ainda assim vale a pena se falar a respeito. Nada é tão óbvio que não possa ser discutido. A obviedade em questão é o benefício que a música é para todo e qualquer indivíduo. Mas de onde vem esse bem-estar?

Vem de muito, muito longe. Acredita-se que a música tenha surgido há cerca de 50 mil anos, com povos primitivos da África. Ela esteve presente em todas as civilizações, através de cânticos e instrumentos, primeiro percussão, depois os instrumentos de sopro, e mais tarde, de cordas. Desde a sua concepção, a música já se fazia essencial ao ser humano. A construção artesanal de utensílios para serem usados no cotidiano não bastava: era na arte que o homem, ainda na pré-história, encontrava refúgio para externar seus anseios, medos, frustrações e outros sentimentos que fugissem da razão. Não se sabe como os instrumentos musicais eram produzidos naquela época, mas pinturas rupestres que retratam músicos denunciam que eles realmente existiam.

A música já nasceu como manifestação cultural e necessidade. Talvez não uma necessidade propriamente dita, mas um instrumento capaz de suprir conjuntos de necessidades dos seres humanos. Teoricamente, diz-se que ela é a arte de combinar sons. E toda forma de arte é, de maneira genuína, uma forma de expressão. A expressão, por sua vez, de acordo com a psicologia, evita o estresse. Deixar de expressar-se pode custar caro, levando o indivíduo a omitir-se diante da vida.  A música se caracteriza, desta forma, como um veículo dinâmico de comunicação. Ela é considerada um fenômeno universal, uma linguagem que todos entendem. É daí que deriva seu imenso poder comunicativo. Verdades aparentemente embaraçosas para serem expostas por meios convencionais encontram na música a dinamicidade perfeita. Isto faz com que grande número de pessoas se identifique com o mundo musical, e assuma nele a tarefa de ouvinte, ou ainda de produtor.

O termo “música” tem origem no grego “musa”, que significa inspiração, poesia, harmonia e encanto.  O conceito por si só já justifica a atração que as pessoas sentem pela arte musical. Para Pitágoras, a música é uma das maneiras mais completas de se limpar a alma, e manter a harmonia e a saúde em todo o organismo. Ela é uma mobilização sentimental que influencia a vida e a formação da personalidade de qualquer pessoa. Independente do gênero, a canção tem o poder de mexer com os sentimentos e impressões afetivas do ser humano. Estes fatores vêm sendo estudados há anos, e fazem da música um objeto terapêutico. A musicoterapia é aplicada em hospitais e consultórios psicológicos, sendo usada no tratamento de diferentes casos. Isto serve para ilustrar a importância da música em nossas vidas.

Para mostrar tal importância e evidenciar os efeitos terapêuticos musicais, o Blog Aquece Mente caiu em campo. Foram entrevistadas diversas pessoas, entre ouvintes e profissionais da música, e a canção foi descrita como meio terapêutico com unanimidade. Os entrevistados declararam que não conseguem viver sem a música. Os ouvintes disseram que sentem necessidade de musicar as atividades cotidianas, para que seu desempenho seja otimizado. Já os músicos, assumiram que a música é, além de profissão, uma forma, até mesmo divina, de se manter psicologicamente sadio.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A música na vida das pessoas


A música é uma das formas de expressão mais eficazes dos últimos tempos. Através dela, as pessoas conseguem emitir tudo aquilo que sentem e disseminar para outras pessoas as suas intenções. Além disso, a música é capaz de formar e fazer com que vínculos sejam mantidos entre as pessoas. Seja dentro do carro, no banheiro ou na cozinha, ela tem gerado uma espécie de dependência na vida de quem a utiliza para qualquer tipo de necessidade imediata, ou simplesmente por já não mais saber viver sem ela. No percurso que o ônibus faz até o trabalho, realizando alguma atividade doméstica, utilizando-a como recurso de relaxamento ou até mesmo tirando o sustento da sua existência, a música, hoje, tem sido a solução e o impulso vital para muita gente. E, apesar de todas as suas segmentações, a música é a ferramenta capaz de emitir palavras, sons, cores, sentimentos e verdades de maneira simultânea e direta.

Para os filósofos, a música é capaz de se aproximar da existência dos homens, o que a torna como peça peculiar para justificar a realização humana e que permite a abertura para questionamentos como “o que a música é capaz de despertar nas pessoas?” ou “o que as pessoas percebem quando escutam músicas?”. Assim como o homem que não apenas existe, a música é. É forma de expressão, desabafo, consolo, lazer,  refúgio, influência, conhecimento, terapia, trabalho e vida.

A estudante de publicidade Fernanda Valente afirma que a música é tudo em sua vida. Influenciada pelo pai, a amante musical aprendeu a tocar instrumentos de corda desde os doze anos e não se imagina sem a música. “Não sei se existiria sem ela, a música é a minha vida. As pessoas precisam sentir e ser a música para que elas possam viver melhor”, acrescenta Fernanda. Para ela, não importa se rock, forró ou pagode, o importante é que as pessoas busquem a música, mas adverte sobre a necessidade da boa composição: “não tenho preconceito com os novos modelos de músicas, mas acho que elas pecam nas letras e talvez por isso tenham certo tipo de rejeição por parte de algumas pessoas. Porque eu acredito que a música é capaz de formar cidadãos, então é necessário que existam, sim, letras bem escritas”. Se pudesse definir uma música como a melodia da sua vida, Fernanda escolheria All You Need is Love, dos Beatles: “Ela me faz lembrar meus pais e passa uma vibração positiva quando a escuto. Assim como todos nós precisamos de um amor, necessitamos da música, para só assim estarmos em equilíbrio com nós mesmos.”
Ouça na íntegra a entrevista com a estudante Fernanda Valente: Sonora Fernanda

domingo, 1 de abril de 2012

Profissão que diminui o estresse


Se a música beneficia os seus ouvintes, os músicos não deixam de ser beneficiados. A melodia também tem poder relaxante na vida daqueles que a fazem, como afirma a musicista Vanessa Perezin: “Na música você consegue expressar sentimentos e emoções. Ela tem um poder incrível na vida das pessoas: inspira, relaxa, anima, faz pensar, faz viajar, sonhar”. A moça conta ainda que divide sua rotina de trabalho entre violão, piano, guitarra e a tarefa de auxiliar administrativa: “Se passo o dia inteiro, ou a tarde inteira trabalhando, a primeira coisa que gosto de fazer pra relaxar é pegar o violão e tocar, ou ainda compor. Faz parte de mim e isso me faz super bem”. A vida musical de Vanessa teve início quando ela tinha sete anos. Na época, começou a fazer aulas de piano, e em paralelo, aulas de natação. “Depois de um mês, eu só queria ir pra aula de piano e largar a natação”, confessa ela. Tatiane Suemy, de 24 anos, tem uma história parecida. A música não é a sua única atividade, mas se caracteriza como um hobby que é levado a sério: “É absolutamente gratificante poder exercer essa função com desenvoltura”. A jovem diz que envolvimento com a música é garantia de bem-estar: “O lance mais legal na música é que não precisa ser explicada para ser compreendida. Eu a considero como uma terapia, porque o poder que ela tem sobre o meu psicológico é maior que qualquer outra coisa”.

                Um dos nomes de destaque da nova geração da música popular brasileira, a cantora Luiza Possi também contou ao Blog Aquece Mente sobre a intimidade que tem com seu ofício: “Música é minha vida. É uma relação íntima, pessoal e intransferível. Cada etapa tem sua particularidade e funciona de uma maneira sublime para mim, porque a música não é só cantar: tem a parte de compor, gravar, arranjar, ensaiar, tocar. Cada uma funciona de uma maneira dentro de mim”. Luiza parece ter musicalidade correndo nas veias. Prova disso é o seu trabalho mais recente, que abre nova fase em sua carreira e é intitulado Seguir Cantando. “A frase é de uma música chamada La Cigarra, de Mercedes Sosa, uma das mulheres mais incríveis que já viveu. Para mim significa algo como ressurgir, aguentar a barra, se reinventar. É um lema de vida para mim, até tenho tatuado”, explica. Diante de toda esta simbologia, a loira não nega que além de profissão, a música funciona como terapia em sua vida: “Até costumo dizer que o show, por exemplo, é um contato meu com Deus”.

                Para o músico Percy Marques, “A música é uma excelente forma de tratar a vida da gente. Ela nos ajuda a viver, diminui os nossos estresses, nossas tensões diárias, e nos ajuda a ter uma melhor qualidade de vida”. Como professor de música, Percy conta de que maneira as suas aulas assumem a função de terapia musical: “Eu utilizo um repertório que seja do universo do aluno e que faça parte da história dele. Eu tenho dois alunos que trato através da música, portanto faço musicoterapia”. Ele conta que a musicoterapia é reconhecida há anos como ciência. Ela está ligada à medicina e à terapia ocupacional, utilizando o som para relaxar pacientes, ou até mesmo estimulá-los em casos de autismo, por exemplo. Isto serve para comprovar, cientificamente, a forte influência da música no psicológico das pessoas. Ela não atinge só o ouvinte, e termina derrubando barreiras, desconstruindo o peso que uma profissão possa ter a algum indivíduo. A palavra de ordem é leveza, não importando se você faz música ou simplesmente cultua o hábito de ouvi-la.   

Ouça na íntegra a explicação de Percy Marques sobre a musicoterapia e sua aplicabilidade: Percy Marques fala sobre Musicoterapia